Os avanços sociais e as mudanças que o Brasil precisa só vão acontecer com a participação de pessoas e a ação do setor público. O governo pode fazer as mudanças chegarem em toda a sociedade, seja nos desafios da educação, saúde, meio ambiente ou segurança. É por isso que buscamos nos aproximar do setor ao mesmo tempo que colaboramos com gente talentosa e comprometida em melhorar o país. 

Nos últimos anos, buscamos aprender sobre gestão de pessoas no setor público. Em conversas e estudos, ouvimos autoridades, sociedade civil, academia e governos com visões distintas, para garantir pluralidade nas discussões. Com o conhecimento aprofundado no tema, queremos contribuir no debate sobre atração e seleção para cargos de liderança, assim como desenvolvimento e carreira. Com critérios claros, um processo transparente e profissionalismo, é possível ter as pessoas mais preparadas em posições decisivas. 

Como é o cenário de pessoas no setor público hoje

Entenda como são os principais cargos de liderança no Brasil.

  • Mais de 23 mil cargos de livre nomeação no governo federal (Ministério do Planejamento 2018)

  • 120 mil em governos estaduais (IBGE, 2014)

  • Entre esses cargos, o 2º e 3º escalões são ocupados por cerca de 1,3 mil pessoas em âmbito federal e de 5 a 7 mil em âmbito estadual

Essas pessoas tomam decisões sobre políticas públicas, tanto as mudanças que impactam todo o país quanto questões que acontecem diretamente no seu estado. São atitudes que influenciam a vida de milhões de brasileiros dia após dia.

No governo federal, pelo menos 60% dos cargos precisam ser ocupados por servidores concursados, porém nem sempre há processo de seleção para ocupar essas vagas. Além disso, muitas indicações são meramente políticas, baseando-se apenas em afinidade e confiança.

Encontro com governadores, autoridades, terceiro setor e sociedade civil para debater gestão de pessoas no setor público

Como funciona em outros países

Chile, Reino Unido, Austrália e Cingapura são exemplos de países que profissionalizaram a seleção de cargos de liderança - sem deixar de lado o fator confiança. Eles transformaram o funcionalismo público focando especialmente na qualificação dos profissionais que estão no topo da pirâmide, onde as principais decisões são tomadas. 

Definir as competências de cada cargo, ter perfis claros para as diferentes posições, criar processos seletivos e pensar em uma gestão de desempenho são caminhos que o Brasil pode tomar para a gestão de pessoas no setor público.

Como a Fundação Lemann colabora

Buscamos referências nacionais e internacionais para entender em quais frentes poderíamos contribuir para que o tema avance.

  1. 01

    Atração

    Pessoas de diversos setores comprometidas e preparadas para resolver desafios sociais.
  2. 02

    Pré-seleção

    Para os principais cargos de liderança, priorizando áreas de educação, saúde, segurança e meio ambiente.
  3. 03

    Apoio ao desempenho

    Para desenvolverem suas competências e promoverem entregas transparentes à população.
  4. 04

    Apoio ao desenvolvimento de pessoas

    para que estejam preparadas para ocupar cargos de liderança, desenvolver suas funções e institucionalizar políticas e programas.
  5. 05

    Apoio ao engajamento de equipes

    Garantir que os times das lideranças participem da construção de políticas públicas e sua implementação, compartilhando objetivos de gestão.

Diante de todos esses desafios, estamos trabalhando em diversas frentes para apoiar governos em seus processos de gestão de pessoas. Realizamos entrevistas com mais de 90 políticos, especialistas em gestão pública e lideranças para entender o contexto brasileiro. Conhecemos casos inspiradores de outros países, identificamos boas práticas e organizamos eventos com líderes públicos. Para somar esforços, iniciamos uma aliança com organizações do terceiro setor, junto com a Fundação Brava, o Instituto Humanize e o Instituto República. Por fim, estamos produzindo conhecimento com materiais sobre o assunto e ajudando a desenvolver experiências práticas em governos estaduais e municipais que querem fazer diferente na sua gestão de pessoas. 

Continue acompanhando a Fundação Lemann para se envolver no debate e ajudá-lo a avançar com a gente!