Com o programa Formar, nós colaboramos com a aprendizagem de mais de 600 mil alunos ao apoiar 17 redes públicas de ensino e mais de 1.500 profissionais da educação. 

De norte a sul do país, o programa é construído coletivamente e em sintonia com os desafios e oportunidades das redes estaduais e municipais. São elas: Porto Velho (RO), Novo Gama (GO), São Luís (MA), Piauí, Juazeiro do Norte (CE), Rio Grande do Norte, Campina Grande (PB), Alagoas, Sergipe, Ribeirão Preto (SP), Campos do Jordão (SP), Guarulhos (SP), Francisco Morato (SP), Franca (SP), Taubaté (SP), Castro (PR) e Ponta Grossa (PR). 

Estamos ao lado de algumas redes há mais de um ano. Com outras, começamos a parceria há poucos meses. Mas em todas conseguimos ver dedicação, foco, novas políticas públicas e muita vontade de transformar. Conheça algumas dessas mudanças agora!

Programa Formar Ponta Grossa
Aula de matemática para o Ensino Fundamental I em Ponta Grossa

1. Currículo

Acreditamos que um currículo (ou diretrizes oficiais) construído junto com a comunidade, bem detalhado e usado para o planejamento das aulas, é fundamental para a qualidade da aprendizagem.

Um exemplo da importância dessa frente é o estado de Sergipe, onde apoiamos o regime de colaboração entre Secretaria Estadual (SEED) e municípios para o início da elaboração do currículo estadual alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nos últimos meses, a SEED e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) planejaram juntos a composição de grupos de estudos e ações para engajar todas as escolas da região nas discussões e contribuições para nova proposta curricular em 2018.

Sergipe debate BNCC
Encontro para debater a Base Nacional Comum Curricular em Sergipe

2. Formação para a prática pedagógica

Ter uma política de formação estruturada para todos os professores - independentemente do ciclo ou da disciplina - também faz toda a diferença para a qualidade das aulas e o aprendizado dos alunos. Taubaté teve ótimos resultados nessa frente. A rede municipal selecionou os conteúdos das formações com base em avaliações diagnósticas. Além disso, revisou e definiu o calendário de formações para todos os profissionais: professores, gestores escolares, técnicos da secretaria e novos funcionários.

3. Avaliação

Colaboramos para que as avaliações padronizadas sejam usadas para devolutivas pedagógicas, ajudem os gestores a conhecerem os resultados de aprendizagem e contribuam para que os professores planejem suas aulas.  

Em Guarulhos, depois de pensarmos juntos nos desafios e oportunidades, o município começou a trabalhar o processo de avaliação diagnóstica com o 5º ano e realizou sua primeira devolutiva dos resultados para as escolas. A ideia é expandir para as outras séries nos próximos anos!

Secretaria de educação de Guarulhos
Guarulhos realiza avaliação diagnóstica com alunos do 5º ano

4. Planejamento de metas e ações

Para transformar precisamos planejar! Além de a rede ter metas internas relacionadas ao trabalho pedagógico, é importante que a comunidade escolar se aproprie dessas metas e utilize ferramentas de gestão para planejar e monitorar as ações.

Uma secretaria que se dedicou muito neste sentido foi Castro, no Paraná. Com um plano estratégico desenhado junto com os gestores escolares, a rede definiu metas de Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e de aprendizagem nas escolas. O plano já está em ação e conta com revisões periódicas para checar os avanços e novas oportunidades.

Gestores escolares de Castro
Gestores escolares de Castro participam da construção do planejamento e metas com a secretaria de educação

5. Tempo de planejamento coletivo

Políticas que promovem o tempo de planejamento coletivo nas escolas são indispensáveis. Para se tornarem efetivas, a secretaria precisa acompanhar e orientar as escolas. O ideal é que os professores usem o tempo para planejar as aulas, debater o Conselho de Classe, compartilhar práticas e fazer estudos por áreas de conhecimento. Já existem ótimos resultados em Franca, que promoveu diversas melhorias para que o tempo de planejamento coletivo dos professores não afetasse o tempo de aula dos alunos e ganhasse mais qualidade.

6. Observação de sala de aula com devolutiva formativa

Incluir observação de sala de aula com devolutiva formativa para os professores nas diretrizes pedagógicas também ajuda a virar o jogo na educação. Mas é possível ir além! A secretaria pode promover ações de formação para preparar os gestores escolares que realizarão essa observação. É isso que Ponta Grossa tem feito.

A rede participou de cursos de formação do programa Formar com a Elos Educacional. Assim, os gestores escolares desenvolveram habilidades para acompanhar os professores em sala de aula e dar devolutivas para melhoria das práticas pedagógicas. 

Gestores escolares em curso da Elos Educacional
Gestores escolares participam de formação da Elos Educacional no programa Formar

Em 2018, continuaremos apoiando essas e outras redes públicas em seus desafios. Juntos para crescer, aprender e fortalecer as redes que transformam a educação. 

O programa Formar é realizado pela Fundação Lemann em parceria com a Elos Educacional e o Mathema.

Temas

Educação

Veja mais sobre a Fundação Lemann

ver todas as publicações