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Após seis meses de pandemia da Covid-19 no Brasil e os impactos causados em todos os setores, o debate sobre como reverter esses efeitos continua mobilizando a sociedade brasileira. Na educação, além dos desafios do ensino não presencial, estudantes, pais, educadores, especialista e instituições dialogam sobre o retorno às aulas presenciais.

E para enriquecer esse grande debate, encomendamos, ao lado do Itaú Social e Imaginable Futures, uma série de pesquisas ao Datafolha sobre o panorama da educação pública na pandemia sob o ponto de vista dos pais e responsáveis dos estudantes. Na terceira pesquisa da série, foram entrevistados, via telefone, 1.056 pais ou responsáveis por 1.556 estudantes de escolas públicas de 7 a 15 de julho de 2020. A margem de erro observada foi de três pontos percentuais. 

Dentre os dados coletados, destacamos que 92% dos pais e responsáveis pelos estudantes avaliaram que, para não perder o ano escolar, eles deveriam seguir o modelo híbrido no retorno às aulas presenciais.

“Nada substitui o professor e a interação em sala de aula, mas a pandemia nos mostrou que a tecnologia pode ser uma aliada na educação. O modelo mais adequado pode ser aula presencial com o uso da tecnologia, mas para isso precisamos discutir a conectividade nas escolas e nas casas dos estudantes. O foi aprendido na pandemia não pode virar uma lembrança, mas uma mudança de comportamento”, afirma Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann.

Confira a seguir alguns pontos levantados no estudo:

  1. 01

    Para 86% o ano letivo de 2020 deveria continuar até 2021 para que os alunos aprendam, com reforço escolar, o que não aprenderam durante a pandemia;

  2. 02

    Os responsáveis por 76% dos estudantes também acreditam valer a pena ter aulas aos sábados e 74% defendem aulas em dias alternados;

  3. 03

    Subiu de 74% para 82% em julho os alunos com acesso a algum conteúdo pedagógico;

  4. 04

    Para 77% dos pais ou responsáveis ouvidos na pesquisa, os estudantes estão tristes, ansiosos, irritados ou sobrecarregados na pandemia;

  5. 05

    Aumentou o índice de pais com o receio de que o estudante desista da escola por não estar acompanhando as atividades: de 31%, em maio e junho, para 38%, em julho;

  6. 06

    Subiu de 46%, em maio, para 51%, em julho, o índice de estudantes desmotivados com os estudos durante a pandemia;

  7. 07

    Passou de 58% para 67%, entre maio e julho, o índice dos que percebem dificuldade na rotina das atividades em casa;

  8. 08

    Em julho, 35% dos estudantes que recebem algum tipo de atividade em casa se enquadra no grupo ‘em risco’ de desistir da escola; em maio, esse índice era de 26%.

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