Quando ingressou na Caixa Econômica Federal, para atuar como vice-presidente do Conselho de Administração, Marden já trazia consigo mais de dez anos de atuação no serviço público. Bagagem essencial para quem precisaria atuar como ponte entre os objetivos do Governo Federal e a realidade do banco.

“Como conselheiro, minha preocupação era como se eu fosse um funcionário da Caixa, meu objetivo era preservar a instituição e fazer com que ela continuasse sendo sólida e dando lucro”, conta. Seu desafio era pôr em prática a determinação do governo de expandir o crédito e, ao mesmo tempo, manter a instituição solvente. “Não estava lá para fazer com que a instituição atuasse a favor do governo, na verdade, era o contrário, era para preservar a instituição para que o governo não passasse do ponto”, explica. 

Segundo Marden, lidar com uma instituição de grande porte como a Caixa significa trabalhar com questões bancárias e compreender que a instituição é também um agente de políticas públicas: “Ela executa uma série de questões governamentais, como pagamentos de benefícios sociais, obras de infraestrutura e financiamento”. 

Um dos grandes desafios era saber dos assuntos sem trabalhar diretamente com eles, como, por exemplo, questões de fiscalização. “A auditoria levava os resultados e a gente tinha que decidir se punia ou não as unidades, então, eram questões muito difíceis”, lembra.

Trajetória pessoal

Um dos grandes orgulhos de Marden foi ter crescido na sua carreira pública sem depender de padrinhos ou indicações. Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, ele trabalhou no Banco do Brasil de 1992 a 1997 e, em seguida, ingressou no Governo Federal, na carreira de Especialista em Políticas Públicas, por meio de concurso. 

Atuou nos ministérios do Meio Ambiente e Fazenda, onde chegou a subsecretário de Integração Internacional e Comércio Exterior entre 2008 e 2016, responsável pelas negociações externas, negociações na área comercial, integração regional com o Mercosul, Unasul e negociações bilaterais. “Entrei como soldado raso, não tenho links políticos e não tenho amigos no governo. Fui mostrando meu trabalho, progredindo, aí cheguei a subsecretário”, conta.

A experiência como subsecretário foi um grande aprendizado para Marden, e permitiu que aprendesse internamente sobre como funciona o governo. Ao sair do cargo, em 2016, decidiu entrar no mestrado e foi cursar Administração Pública em Harvard por meio do programa de Fellows da Fundação Lemann. 

Concluído o curso em 2017, ele voltou para o governo e aceitou atuar na Secretaria de Assuntos Estratégicos. “A secretaria é recente e ainda está sendo estruturada, devo trabalhar com temas da área econômica”, explica. Marden pretende levar parte da agenda do Ministério da Fazenda e da agenda do Ministério do Planejamento para dentro da Presidência. O objetivo é contribuir para a implantação das reformas econômicas, como a reforma da Previdência Social.

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