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Possuir informações confiáveis e compreensíveis é fundamental para a tomada de decisões, seja numa multinacional, seja na casa da gente. Mas, será que, no caso de uma prefeitura, a qualificação do tratamento de dados pode realmente melhorar os serviços oferecidos ao cidadão? A experiência de Marcelo Cabral, Talento da Educação da Fundação Lemann, mostra que sim.

Marcelo havia acabado de voltar da Califórnia, EUA, onde cursou um mestrado em Políticas Públicas, quando recebeu um convite para trabalhar na Secretaria de Direitos Humanos da capital paulista, na área de gestão de processos e controle. De lá, migrou para a Secretaria Municipal da Educação, onde passou a coordenar o Centro de Informações Educacionais (CIEDU), órgão responsável por colher informações que abastecem as tomadas de decisão da pasta.

Logo que Marcelo entrou, iniciou-se também um processo de transformação na área de dados do CIEDU que, em menos de um ano, já apresentaria resultados. Realizado em parceria com a Fundação Lemann, o projeto teve por objetivo fazer com que a área de dados, antes voltada principalmente para a atividade interna, atuasse com mais eficácia nos problemas da educação. 

“A gente é muito segmentário em termos de sistemas, os dados tinham uma extração muito lenta e era muito difícil de fazer a coleta”, conta Marcelo. Além disso, os gestores não tinham o hábito de trabalhar com as informações obtidas. 

A parceria contribuiu para que a equipe do CIEDU fosse reestruturada e passasse a focar em atendimento. Consultores da Fundação Lemann trabalharam junto a ela durante três meses, de abril a junho de 2017.

Marcelo conta que processos que eram realizados uma vez por mês agora são feitos diariamente, entre eles o monitoramento das filas das creches. “Automaticamente todo dia, às 7h, chega um e-mail para quem é responsável por tomar alguma ação com painéis que ajudam a otimizar a rede na hora de realocar as crianças”, explica. 

A ação teve como resultado zerar a fila da creche (crianças com idades de 4 e 5 anos) em um mês. “A gente conseguiu o objetivo, o conhecimento foi transferido e agora minha equipe é capaz de continuar a implementação do projeto”, afirma. A próxima meta é expandir esse processo para as instituições de ensino fundamental da rede municipal. 

Os dados e a gestão pública

Formado em Administração Pública pela FGV e com mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Berkeley, Marcelo ingressou no Governo Federal em 2008 por meio de concurso público, para a carreira de Gestor Público Federal. Trabalhou no Ministério do Planejamento e depois foi chamado para a Casa Civil, para assumir o monitoramento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Ali deu para entender como era a parte de coordenação de programas governamentais”, conta. 

Em 2010, o gestor foi convidado para trabalhar no Programa Brasil sem Miséria, que tinha como objetivo a erradicação da extrema pobreza no país. Foi nesse período que se aproximou da área de dados, utilizados para monitoramento e desenvolvimento de estratégias. 

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