“Acreditamos que talentos e boas ideias podem surgir em qualquer lugar. E o principal pra isso acontecer nós já temos: GENTE!.” Foi assim que Denis Mizne (diretor executivo da Fundação Lemann) abriu o evento Redes Que Transformam, em Embu das Artes, nos dias 23, 24 e 25 de novembro.

Denis Mizne, diretor da Fundação Lemann
Denis Mizne, diretor da Fundação Lemann, abriu evento falando do desperdício do Brasil: GENTE

Com mais de 400 educadores de todo o país, o encontro reuniu pela primeira vez a Conectando Saberes (rede feita por professores e para professores) e o Formar (nosso programa em parceria com redes públicas de ensino).  Juntos, eles pensaram como melhorar a aprendizagem, compartilharam experiências, refletiram sobre desafios em comum e tiveram novas ideias.


Experiências globais

Do mundo para o Brasil, do Brasil para o mundo. O primeiro dia do evento foi de intercâmbio não só entre as cinco regiões do país, mas também com convidados internacionais. Começamos o dia com o professor Jim Liebman, da Universidade de Columbia, que falou sobre aprendizagem evolutiva. Ele compartilhou sobre as mudanças feitas no sistema de Educação de Nova York com foco em empoderar professores e alunos.


Depois, conhecemos boas experiências com Maria Marques (diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Coruripe, rede que teve 9.9 no Ideb e conta com núcleo da Conectando Saberes); Ana Elen (diretora do Centro de Ensino Fundamental 15 e coordenadora da Conectando Saberes em Brasília); e João Paulo (professor de história e Conectando Saberes de Minas Gerais).


Mais tarde foi a hora de se inspirar com a história de dois professores finalistas do Global Teacher Prize Award 2017. Michael Wamaya, do Quênia, dá aula de danças para crianças em comunidades carentes. Já Tracy-Ann Hall, da Jamaica, trabalha tecnologia automotiva e ajuda a empoderar seus alunos através da inovação. O professor Mike ainda colocou todo mundo para dançar e a trajetória de ambos despertou esperança em todos os participantes.

Repensando 2018 para sonhar com 2019

O segundo dia ficou marcado pela troca de práticas e um olhar para o presente e futuro. Cada rede pensou mais sobre sua trajetória em 2018 e seus sonhos para 2019. Os momentos serviram para compartilhar o que deu certo em cada região e escola, assim como o que é possível melhorar nos próximos anos.

Nas palestras, contamos com Cristian Cóx (sociólogo e diretor do Centro de Políticas Comparadas de Educação na Universidade de Diego Portales, em Santiago do Chile). Ele dividiu seus aprendizados sobre educação cidadã, ressaltou a importância da escola ensinar o bem comum em uma sociedade com múltiplos interesses e questionou se o que estamos nas escolas é de fato o essencial. Ele sabe sobre política? Entende seu papel na democracia? Compreende a importância das eleições?

São conhecimentos essenciais para o século 21 e Cóx ressaltou a importância de uma educação que forma para a vida. Ele foi entrevistado por Luiz Fernando Toledo, jornalista membro da Jeduca, e recebeu perguntas de toda a plateia.

Também fizemos o bate-papo “Educação no centro”, uma roda de conversa com Rossieli Soares, Ministro da Educação. Ele falou sobre as ações e políticas que o ministério deve realizar ainda este ano, assim como os desafios para a próxima gestão. A conversa foi conduzida por Camila Pereira (diretora de educação da Fundação Lemann); Rodrigo Mendes (diretor do Instituto Rodrigo Mendes); Adriane Gallo (professora e Conectando Saberes de Assis); Marisa Costa (mestre em Gestão e Avaliação da Educação Pública e consultora do Formar); Frei David (diretor e fundador da Educafro); Igor Lima (Instituto Sonho Grande); Bia Ferraz (especialista em educação infantil e diretora da Escola de Educadores) e Antônio Góis (jornalista e membro do Jeduca).

Educação pública como fator de transformação social

O último dia foi só emoção, sorrisos, lágrimas e muita força de vontade para transformar! No começo do dia, os educadores tiveram contato com abordagens da aprendizagem criativa e colocaram a mão na massa, construindo maquetes que representavam uma comunidade em harmonia em que todos dialogam. 

Depois, o encerramento do Encontro Redes Que Transformam foi brilhante com a Diva Guimarães, professora com quase 80 anos e muitos aprendizados para compartilhar. Ela dividiu histórias sobre preconceitos vividos na infância, em como superar adversidades e de que forma a educação pode sim transformar o caminho de uma pessoa. Ressaltou que a educação é máquina de transformação social e destacou o valor dos professores. 

“O racismo mata, a educação salva. Por isso, o meu afeto, minha gratidão a todos vocês, professores.” - Diva Guimarães

Saiba mais!

Os professores e professoras contam que saíram realizados do evento, cheios de memórias, alegrias e vontade de fazer ainda mais pela educação. Assista ao vídeo e viva um pouco do encontro com a gente!

Vídeo e fotos © Maica Filmes

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