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Entenda os principais pontos (clique para ir até a informação):

Mais de 800 milhões de crianças no mundo tiveram sua aprendizagem impactada pela pandemia, segundo dados da Unesco. O fechamento das escolas por um longo período e a ausência de atividades que pudessem garantir efetivamente o direito à Educação agravam esse cenário, sobretudo no Brasil, que manteve suas escolas fechadas por muito mais tempo do que a maior parte dos países: o tempo médio de fechamento das escolas no mundo foi de 22 semanas. Por aqui, foram de 43 a 44 semanas, ao lado da Etiópia e de Moçambique.

Ao longo de 2020, a Fundação Lemann e outras organizações e instituições, nacionais e internacionais, desenvolveram estudos e compilaram aprendizados e experiências que apontam caminhos para garantir o direito à educação. Conheça estudos, pesquisas e orientações sobre os impactos desta crise na educação e sobre como encaminhar o processo de reabertura das escolas, com segurança.

Líderes do PISA fecharam escolas por menos tempo

Dados da Unesco colocam o Brasil como um dos últimos a reabrir as suas escolas, empatado com Moçambique e Gana (clique aqui para conferir os dados).

O Levantamento Internacional de Retomada das Aulas Presenciais (clique para acessar o estudo), lançado pelo Vozes da Educação, com apoio da Fundação Lemann e Imaginable Futures, mostra que países com melhor desempenho na avaliação do PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos) tenderam a fechar suas escolas por menos tempo. O Brasil, dentre os países analisados, foi o segundo a ficar mais tempo com as escolas fechadas, somando mais de 260 dias (até o fim de janeiro).

Pesquisa mostra que países com melhor colocação em avaliação internacional fecharam escolas por menos tempo

O que fazem os países onde a abertura deu certo

Também segundo o levantamento do Vozes da Educação, os países que tiveram uma reabertura satisfatória – ou seja, não apresentaram contaminação entre alunos e professores que saísse do controle – realizaram as seguintes ações:

  • A reabertura se deu quando a curva de contágio estava em fase decrescente ou estabilizada em níveis não elevados.
  • Medidas sanitárias e distanciamento social foram bem implementadas (como higienização constante da escola, distanciamento físico dos alunos e uso obrigatório de máscaras).
  • Houve constante monitoramento e contenção dos casos isolados nas escolas.
  • Foram implementadas boas medidas de comunicação e transparência, com pronunciamentos públicos para resolver dúvidas e divulgação de guias com boas práticas.

Conheça algumas recomendações e boas práticas para a reabertura segura das escolas:

  1. Plataforma Escola Segura permite fazer simulações para organizar o retorno em cada escola
  2. Guia de 10 passos para reabrir a escola com segurança
  3. Recomendações do Unicef sobre reabertura de espaços de Educação Infantil
  4. Considerações para medidas de saúde pública relacionadas à escola no contexto da Covid-19
  5. Todas as informações e materiais do Unicef sobre reabertura segura das escolas

De olho na aprendizagem: engajamento dos alunos

Cinco pesquisas divulgadas entre maio de 2020 e fevereiro de 2021 fazem um retrato das opiniões de pais sobre a Educação no período da pandemia. Duas descobertas importantes: ao longo do ano, aumentou o número de alunos que recebiam atividades para realizar em casa, mas diminuiu o percentual de famílias que conseguiam organizar a rotina de estudos (veja gráficos abaixo).

Conheça as pesquisas:

  1. Educação Não-presencial: 74% dos alunos recebem atividades (Maio de 2020)
  2. 89% defendem que vale a pena manter as atividades em casa junto com as aulas nas escolas (Junho de 2020)
  3. Para 77% dos pais ou responsáveis ouvidos na pesquisa, os estudantes estão tristes, ansiosos, irritados ou sobrecarregados na pandemia (Julho de 2020)
  4. Pesquisa Datafolha aponta legados da pandemia para a Educação (Setembro/outubro de 2020)
  5. Maioria dos pais vê prejuízos na educação de filhos em 2020 (Fevereiro de 2021)

Riscos de retrocesso e soluções para professores e escolas

Para entender as consequências da pandemia, a Fundação Lemann encomendou um estudo ao Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), vinculado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) (clique aqui para ter acesso ao estudo). O estudo simulou a perda de aprendizado que os estudantes podem ter sofrido. No cenário mais grave, a simulação aponta que educação pode retroceder até quatro anos. Além disso, alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste.

Acesse ferramentas e materiais para apoiar a aprendizagem:

  1. Plataforma de apoio à aprendizagem possibilita a realização de avaliações diagnósticas e apresenta sugestões para a reabertura segura e o replanejamento
  2. AprendiZap distribui conteúdos para professores e estudantes por WhatsApp
  3. Mapas de Foco do Instituto Reúna apresentam as habilidades focais da BNCC para o ano de 2021
  4. Nova Escola apresenta cursos e conteúdos sobre desafios de 2021 para professores e gestores
  5. Plataforma reúne materiais e cases sobre ensino híbrido
  6. Roteiro “Construindo Caminhos” apresenta orientações para o planejamento pedagógico alinhado à BNCC

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